Banco de Portugal alerta para risco de agravamento do custo da dívida pública

Podemos estar perante um agravamento dos custos de financiamento nos mercados

O Banco de Portugal alertou esta segunda-feira para o risco de agravamento dos custos de financiamento de Portugal nos mercados internacionais, perante a subida da inflação (que admite pode ser mais persistente do que se esperava) e a necessidade de aperto da política monetária do Banco Central Europeu (BCE). O aviso de Mário Centeno serve tanto para o Governo, que terá de corrigir as contas públicas, como para os bancos, sobretudos os mais expostos à dívida pública.

O governador já tinha sublinhado na passada sexta-feira que o próximo Governo terá dois a três anos para voltar a repor o equilíbrio das contas públicas, depois dos défices orçamentais decorrentes da pandemia.

Agora, no Relatório de Estabilidade Financeira publicado esta segunda-feira, o supervisor nacional volta a deixar o aviso: podemos estar perante um “agravamento das condições de financiamento a nível internacional” e isto “poderá ter reflexo no custo de financiamento do soberano”.

Nessa medida, o Banco de Portugal considera que “a prossecução de um plano credível de consolidação orçamental, em particular de reversão do aumento da despesa permanente acima da trajetória do PIB, é importante para mitigar este risco”.

O aviso de Mário Centeno serve não só para o Governo, mas também para os bancos.

“A materialização do risco de mercado decorrente de um aumento das taxas de juro de longo prazo com impacto na desvalorização dos ativos financeiros em carteira, com destaque para a dívida pública”, diz o supervisor que ressalva, contudo, que as instituições financeiras têm reduzido a sua exposição à dívida pública nacional (que foi um fator de enorme pressão na crise das dívidas em 2011).

20/12/2021

Fonte: Eco

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